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autoria: Anna Müller
E no amargar das minhas lágrimas a rasgar
a pele...
Volto-me para meu abraço e choro tua
ausência.
Um medo de sombras que meu grito repele...
fazendo-me esquecer o sabor real da tua
essência.
Absorvo inertes sentimentos sem
explicação...
Não sei para que lado vou, se fico, se
desisto.
A cruel inquietude do meu ser em profunda
estagnação
não me deixa escolher se te deixo ou
insisto.
Nesta malfadada angústia que me apodera...
Que flui como lama fria a sufocar-me,
a alma perdida aos poucos se degenera
e exaustiva chora o pranto a abraçar-me.
E agora já não tenho mais certezas do que
faço...
Ou ajo, ou choro, ou grito esse tormento.
Sentir a tua alma gritando o meu corpo a
cada pedaço...
já não sei se entrego-me ou desisto e
lamento...
vencida pelo medo e enterrada pelo cansaço. |
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