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A
voz já enfraquecida
ainda na dor aturdida
grita forte inconformada
com essa corja difamada
Com justo direito
que guarda no peito
a vontade de fazer
esse país engrandecer
Há-de se tirar a fome
da criança que não come
que chora dia a dia
na pobreza que esvazia
a esperança de tantos pais
que desejam ser iguais
numa sociedade vulgar
que aos pobres não sabe olhar
e apenas se convencer
que é triste padecer
quando a miséria é de fato
do mais corrompido ato
de um governo corrupto
que se coloca em púbico
sentindo-se o mais forte
usufruindo da sorte
de estar enriquecendo
a mercê de um povo morrendo
pela ganância sem limite
de uma pequena elite
que chama o povo de acomodado
por não ter armas como um soldado
para brigar pela justiça
vivendo uma vida castiça
Perde-se o fôlego nessa batalha
contra uma facção canalha
ajoelha e ergue em exaltação
as mãos rogando explicação
-Porque meu Deus essas pessoas
governam assim se não são boas?-
Há-de se ter sabedoria
para acabar com a hierarquia
dessa gente que pensa
que a bondade não compensa
e que só o dinheiro tem poder
e que pobre tem de padecer
O brasileiro não é burro nem xucro
mas sabe que o planalto só tem lucro
se em cada eleição continuar
essa corja toda a se candidatar
Está em nossas mãos a decisão
de pôr em frente esta nação
Nossa maior munição
está no dia da eleição |