|

E quando a noite vem
em sussurros cantar
a nostalgia da saudade
o vento sopra,
a essência do rouxinol,
os cânticos versejados,
os finos acordes.
Tudo se completa
no palco dos sonhos...
Os verdes campos
com aromas de sândalo,
o azul do céu infinito
sem mesclas de branco,
as cortinas alaranjadas
que refletem o sol.
O gracejo das borboletas
multicores, bailam
incansáveis...
Abelhas germinando a vida
com seus corpos infestados
de pólen...
A criação pura e natural.
Vem...Vem ver a vida
nas cores e nos sons;
abraçar o grande carvalho
que sombreia
o árduo calor.
Olhar incansável
os ninhos que dão
o nascer a penugens
frágeis e desprotegidas.
Vem...Aqui é a Liberdade.
 |