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Anna Müller
E na sôfrega saudade que me domina,
tua lembrança me exime de lamentos...
Essa chama que em meu peito fulmina,
queima ardorosa quaisquer tormentos.
Corres em minhas veias feito um rio
a nutrir os meus desejos de prazer.
Tomas-me fêmea madura no cio...
Devoras-me e me faz enlouquecer.
Envolves-me em teus braços de ternura...
Afagas com carinhos essa mulher
que te ama, louca e docemente pura;
no teu leito enternecido adormecer...
Entre odores que exalam a doçura
de dois corpos...Ainda a estremecer.
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