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Os
passos
vagam perdidos
entre espinhos
afiados...
Vão-se os pés mais
que perdidos,
feridos, a sangrar
sem destino.
Labirinto infinito
de terra árida,
sem vida...
Enigma de imagens.
Que caminho seguir?
Que passo a dar?
Para onde olhar?
Vida sem rumo,
alma sem curso,
total desalento,
caos e tormento...
Um gosto amargo
de desesperança,
céu em penumbra...
a insegurança
invasora, feito
punhal que rasga
a pele e o sangue
na carne a minar...
nem mesmo a sombra
repele o peso
desse vazio,
que a mente insiste
de levar em frente
o medo que existe.
Espírito separado
do corpo, ligado
ao cordão umbilical,
a chave do portal
da vida eterna...
um epicentro de nadas.
Fendas sem fim...
Tremores horrendos
levam o desespero
total.
Não é a hora!
O pesadelo acabou...
Acorda!!!

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