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Quisera, meu amor, aconchegar-te a mim
Acariciar-te as coxas e os seios
E deixar aos sentidos doces devaneios
Ate te sentir trémula num espasmo sem fim.
Depois, com o desejo ainda a fermentar
Fazendo latejar os nossos corações
Beijava-te o cabelo húmido de amar
Dormíamos em paz guardando as emoções.
No teu leito dormi as longas madrugadas
Ajeitado ao teu jeito, quente no teu estio
Lembro afagos, carícias, ternuras no olhar
O sabor desses beijos, dos tantos que
trocámos
E os cheiros de amar no ar que respirámos
Eugénio de Sá

Quisera sentir-te como ninho meu
A sentir dos teus carinhos o calor
o toque da seda como pétala de flor
e levar-me do delírio ao apogeu.
Em compasso de nossos corpos cansados
descansar sobre o leito marcado de prazer
cobertos em cúmplices lençóis molhados
esperando um novo dia para nós amanhecer.
No teu peito sonhei por noites abraçada
ao corpo meu que o teu desejava
Dos beijos que trocamos com lábios úmidos
Olhares com brilho intenso de loucura
de dois corpos atados com ternura
Anna Müller
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